sábado, 20 de janeiro de 2018

De Lindhise para Ela


Quando o tempo não puder mais voltar

E Lindhise com o tempo brigar

Haverá a hora de reencarnar

E então como Ela ressurgirá



Civilizações foram sendo criadas

Outras somente dizimadas

Umas até por acidente

Nossa deusa não está mais contente



Sua aparência sempre se transforma

Mas ela jamais se deforma

A cada ciclo que se cria

Sua beleza nos traz alegria



Nós amantes da terra outra criada

Somos filhos de nossa deusa amada

Cada pedaço de nossa existência

Nos foi dado da mais bela essência



De um acidente sua nova cria surgiu

Enquanto a mais amada se extinguiu

Hoje brandíamos pela nossa senhora

Que esta mais bela do que outrora



Apesar dos pesares somos amados

Estamos sempre sobre seus cuidados

Como uma mãe águia que acaricia seu filhote

Como um rochedo que nos protege forte



As aguas criadas com maior esplendor

Que hoje correm com lindo fervor

As árvores sempre tão lindas

Ela nos deu inúmeras vidas



O verde dos campos está em nossos olhos

Do céu e da terra sentimos seus cheiros

Quando ela vem para nos abraçar

Só podemos agradecer, rir, e de felicidade chorar




Um caminho para vitória


A dança das cobras começou

As águias tentam caça-las

O seu medo novamente despertou

De pegar as cobras e machuca-las



Com a vista turva, nadas vê

Onde esta o campo verde outrora?

Nem mesmo a sua frente os lê

Os livros que lhe trazem a aurora



Um mar não pode invadi-lo

Deixar a ti se afogando

Não há costa para apoia-lo

Aprenda a nadar ou fique se preparando



Se as águias perderem

Cega-lo-ão de todo o bom campo

Se as cobras vencerem

Ão de parar-lhe o absoluto tempo



Escalar pode facilitar sua vista

Mas no que pretende subir?

Na serpente que de ti dista

Ou nas águias que farão o verde novamente surgir?

O duelo de Anjos!!!


Quanto tempo?

O quão longe devo ir?

Quanto ao vento?

O quão posso esperar você vir?



Num jardim com tal bela flor

Outra exala somente horror

No pico nevado da montanha

Algo grunhe em suas entranhas



No campo verde ao horizonte

Nuvens negras o rompe

Um sol que brilha forte

Um anjo lhe deseja a morte



Asas negras como a noite

Voz horrenda como o descampado

Corpo deformado, algo corrompido

Ainda como outrora, esta triste



Em outro ponto um filigranado

De belo sorriso que eu me esbaldo

O anjo negro se sente amado

Mas quem lhe deu tal respaldo



Qual irá vencer?

O brilho irá se apagar?

A noite irá acender?

Como irá acabar?



Deverias ter vergonha de ti

Criatura que não ousas sorrir

Arranha a alma do puro

Apanha, arrasta-a ao escuro



Deixe-a brilhar, abaixe o muro

Se atenha em seu murmuro

Não ofusque tais belas asas

Entregue-se em suas graças


Tempos Amigos


Quando o tempo nasce

Traz de volta a face

Esta em que outrora me deitei

Esta que agora me acalmarei



Esta não é somente uma

Existem várias, olhe alguma

O peso de vê-la chorar

Não deve impedir de continuar



Aqueles que estão filigranando

Dias sozinhos estão acabando

Olhe firme para eles

Não tire você deles



O caminho pode ser difícil

A vida não vai ser fácil

Porque escolhes viver sozinho

Se pode estar dentro do ninho



As portas estão abertas

Basta cruzar suas metas

Não as tranque pelo lado de fora

Pois isto o fará ir embora



Existe um carinho por alguém

Esse o qual não compreende bem

Não se importe com o medo

Abrace-o enquanto é cedo



 O que acredita que machuca agora

Não viva no que aconteceu outrora

Você deve estar com seus amigos

De segunda aos domingos