domingo, 26 de agosto de 2018

Um lar invisivel

Um lar invisível


Era uma casa sem sentido algum
Não tinha teto, e o chão era nenhum
Somente palavras eram proferidas
As quais me estancavam as feridas

Brincadeiras, risadas e piadas
Vindas cheias de palhaçada
Risos feitos de amizade estranha
Nesse canto que de carinho se apanha

A destreza para construir
Algo invisível, sem deixar de sorrir
Fazendo do tempo um amigo
Nessa casa estando contigo

Historias que são compartilhadas
Gerando tantas risadas
Um cantinho nesse vasto mundo
Que me enche de riso profundo

Só quero mais um tempo passar
Nesse pequeno pedaço de lar
Com um teto que não posso ver
Obrigado por me deixar nele viver

sábado, 24 de março de 2018

Desejos de um louco apaixonado

 Desejos de um louco apaixonado


Enquanto naquele tempo eu quiser continuar
Diga a ele que é lá que eu quero ficar
Enquanto as ondas daquele mar eu encontrar
Eu sei muito bem onde eu quero estar

Por noites e noites caminhando sozinho
Com um copo de whisky e uma taça de vinho
Por dias e dias vendo o meu mundo girar
Enquanto em minha mente vejo minha vida passar

Sem rumo, perdido, um local sem saída
Nem sei mais o que faço da porra da minha vida
Um altar que esta banhado pela luz do luar
É onde com você eu quero me achar

Se o escuro vier cobrir seus belos olhos
E os meus ainda estiverem um pouco sóbrios
Saiba que não importa onde que você esteja
Eu irei para lá, até que você me veja

domingo, 11 de março de 2018

Uma estrela medrosa

Uma estrela medrosa


Até mesmo as estrelas irão findar
Então como pode isso não acabar?
Porque prometes o quer manter?
Se nem ao menos ela pode ter

Por noites e noites as estrelas vão brilhar
Mas até isso tem hora para acabar
Como podes dizer que um fim não terá?
E que a noite nunca deixará?

Uma estrela pulsa mais forte que todas
Ofuscando o brilho de todas as outras
Essa é a estrela que deves se tornar
Para que dela possa então cuidar

Uma distância tão delicada
Um passo em falso e estará acabada
A vida naquele lugarzinho pode surgir
Basta essa estrela de alegria o cobrir

Na água é que a vida deve começar
Cuidado para a dela não evaporar
Mais perto ou mais longe não deve estar
Para a vida nela poder saborear

Naquele oceano a vida começou a chegar
Pare para com ela não acabar
Porque desejas tanto a ela queimar
Sabendo que não pode se aproximar

Quando inflar a ela irá matar
E não adiantará tentar voltar
Com a vida nela terá acabado
E isso com certeza lhe deixará irritado

O ódio irá enfim te consumir
E no fim tal estrela irá explodir
Disso um novo ciclo irá se formar
Torça para no outro ela Star

Uma nova estrela enfim se formou
E esse novo ciclo se iniciou
Uma nova vida esta prestes a chegar
Não ouses mais uma vez, com ela acabar

O rio e a arvore

O rio e a arvore


Como o tempo percorre o luar
Os lobos correm e se põe a cantar
O quão mais a lua pode brilhar
Para que a vida selvagem possa se vislumbrar

O canto dos pássaros anunciam sua chegada
Acabou a primavera, chegou a estação nevada
Podem os filhos ainda se manter a viver
ou a neve irão sucumbir e morrer

Aquele belo rio outra vez congelou
Assim que a neve nele encostou
Será que esse gelo pode se quebrar
Ou o rio finalmente irá secar

Um sol ofuscado e opaco ao fundo
Poderá o limpo outra vez ser imundo
Poderá a aurora no mundo brilhar
Ou mais uma vez se deixará de respirar

Pode o tempo pelo céu cavalgar
E aquele luar novamente encontrar
Ou as estrelas irão se calar
E caído em um leito enfim vou ficar

Como outrora um muro será erguido
Nem sol ou lua chegarão ao perseguido
Flores por cima não mais vão passar
Sem ao menos suas pétalas em chamas ficar

A corrida pela vida pode novamente começar
O homem, o fraco, em pé pode ficar
Mas a noite caiu e seus olhos cobriu
Um aperto no peito, e na pele frio

A serpente se esgueira por trás da neblina
Mais uma vez completará sua sina
Quando mais uma vez a primavera chegar
Em prantos, caído, ele vai estar

Não importa que sol comece a brilhar
Ou que lua tente se fazer enxergar
O fraco pode deitado ficar
Aguardo a senhora vir lhe buscar

Uma centelha que ousa piscar e gritar
Como um filho que sua mãe irá buscar
Outra faísca ousa tentar brilhar
Mas com medo retorna a se apagar

Promessas pesadas tendem a ficar
A bela árvore nunca irá cortar
O tempo passa e a brisa se manterá
Até que a árvore enfim sucumbirá

Marcas queimadas podem chegar
Mas a casca pode se regenerar
Não importa que galho ouse quebrar
Essa árvore nunca deixarei de regar

Um ninho em seus galhos pode se formar
A vida, dali, mais uma vez brotar
Do alto da montanha a neve deseja cair
E ao nascer do sol irá sucumbir

Como o rio que está em baixo ficou?
Será que alguma coisa dele restou?
Não importa que parte dela queimar
Eu ainda estarei lá para apagar

Mas como se desse rio nada restou?
Se a margem a ela nunca mais tocou!
Como pode a queimadura curar?
Se no fogo não podes tocar

Um pedaço dela voa até mim
Mas esse rio chegou ao seu fim
Sua ultima gota enfim ele usou
Para curar a árvore que ele mesmo queimou


Uma porta para pensar

Uma porta para pensar


Um começo passado e apagado
Fadado ao medo do fracasso
Pra onde pode ir a vida
Que outrora punha-se sofrida

O tempo bate na porta outra vez
Abro a porta ou fico no talvez
No escuro de meu quarto fico guardado
Pensando e vivendo em meu passado

A garganta apertada por uma nova serpente
Que ainda ousas achar que eh gente
Cada segundo se mante enclausurado
Esperando alguém com a chave o deixar destrancado

Mas como ainda pode ousar a sorrir
Se nem de ti um sorriso pode partir
Tamanha vergonha deveria ter
De simplesmente pensar em ser

Como pode de asas quebradas
Achar quem alguém pode conserta-las
Como pode em outro se apoiar
Se nem mesmo a ti se põe a levantar

Passado o tempo a porta se abre
Alguém finalmente trouxe minha chave
Mas o medo faz com q a porta se feche
E o brilho não mais se mexe

A porta está mais uma vez trancada
Mas eh claro, vc não pode nd
Ousas sonhar o q quer alcançar
Mas tudo o q faz eh isso machucar

terça-feira, 6 de março de 2018

Gaia pode a felicidade conquistar

Gaia pode a felicidade conquistar


Numa terra onde tudo pode brilhar
Não deixes Gaia chorar
Pegue seu novo talismã
Permita-se ter um xamã

Quando a chuva por sua pele escorrer
Banhe-se até o amanhecer
Quando a ti puder recuperar o esplendor
Se permitira não sentir mais dor

Porque ousas a não entender
Sua felicidade não pode comprar
Porque demora tanto para saber
Que sua felicidade só tu pode conquistar

Se permita viajar pelo mundo
Nem q seja para visitar um relógio
Pare na esquina e observe mudo
Sua vida não mais ser um plágio

Pode engasgar para falar
Mas se permita contar
O que desejas ouvir não é outra voz
E sim seu grito mais feroz

Veja o rio pela montanha fluir
E as luzes de sua casa lhe cobrir
Pode tocar a música que desejar
Se a sua vida permitir continuar

Pode passar pela estrada da resistência
Conseguir sem nenhuma penitência
Então se permita tentar
A sua felicidade enfim reconquistar

O medo de bater asas

O medo de bater asas


Por onde uma águia ousara voar
Se tudo o que faz eh atrapalhar
Agora o que esta prestes a nascer
Se o sol deseja somente morrer

Uma aurora nova não nascera
Porque então desejas tanto se arriscar
O descampado é o que prevalecerá
Qual o desejo em se pisotear

Estrelas que hoje já não brilham mais
Tentam seu esplendor reconquistar
Mas do que ainda são capaz
Se seu núcleo tende a falhar

Como pode o império das nuvens a tudo apagar
Será que essa grande chuva irá tudo levar
O caminho parece árduo e sem final
Porque o medo de acabar tudo mal

Não se culpes ó anjo sem asas
Seus olhos ardem em brasas
Abrace a vida e esqueça a morte
Aproveita sua nova sorte

O fim não esta se aproximando
A vida é q esta chegando
Não tenha medo de tentar
E de sua felicidade conquistar

Porque anseias tanto em sofrer
Porque temes de novo aprender
Não ouses ficar no chão com tão belas asas
Bata-as com todas as suas graças

Se o medo novamente lhe consumir
Peça ajuda para continuar a sorrir
Se o vento tentar te levar
Se agarre com força para ficar

Permita q a lua banhe suas penas
Abra-as e deixe-as serem plenas
Se uma serei no rio pode nadar
No céu então tu podes mergulhar

Não confunda um terremoto com o fim
Nada disso cabe a mim
O seu sorriso pode voltar
Basta se permitir mais uma vez tentar

A mente do fraco

A mente do fraco


Quando o tempo começa a correr
Criaturas da noite hão de se mover
Quando o tempo começa a passar
A mente há de se mudar


Onde outrora vivia uma escuridão
Pode hoje viver uma eterna gratidão
Enquanto o mal prevalece na memoria
Cada dia pode se fazer uma nova história


Serpentes envolvem o pescoço do fraco
Apertam transformando o vidro em caco
Sufocado perante a tamanha emoção
Como pode tomar alguma decisão


Se antes havia temor por temor
Agora há esperança em seu tremor
Pode o tempo passar e o mundo girar
Mas o medo continuará a não passar


O que o fraco pode fazer perante a vida
Se não mantê-la triste e sofrida
Não há nada que tornara o fraco forte
Nem mesmo tamanha sua sorte


Onde uma vez uma águia pousou
E o vento por ali uivou
Guardadas em cápsulas pesadas
Esse herói teme brandir suas espadas


Uma onda de gratidão se em poderá de dor
Sofrimento se converte em alegria mas há temor
Uma falha não acostumada a acertar
Por onde poderá nosso herói caminhar


Um gole seco em sua garganta desce
Seus olhos fecham e o mundo escurece
Por onde poderás outra vez pisar
Sem das flores as pétalas arrancar


Um coração podre filigranado
Que corrompe e humilha seu belo gramado
A palavra de ordem eh sofrer
Mas o bem deseja escolher

sábado, 10 de fevereiro de 2018

O que reina em uma mente


O que reina em uma mente



Um tempo que voa

Um rumo que ecoa

Uma voz que sussurra

Em meio a uma tormenta escura



Quando o sol parece nascer

Uma nova tempestade tende a chegar

Com nuvens horrendas que tendem a crescer

Posso correr, mas ela vai me alcançar



As estrelas fraquejam perante o horror

Os brilhos se apagam tamanho o temor

Uma onda que chega e cobre o luar

O que uma mera formiga pode pensar?



Quanto ao vento, o que ele pode trazer?

Pode ser prazer, ou mais algo que faça sofrer

Não importa o quão longe olhar

Da brisa nada bom irá chegar



Um choque arruína a realidade

Que vive sem ter nenhum belo detalhe

Do que adianta um pouco de vaidade

Não impedindo que o navio encalhe?



Uma colina escurece a visão

Do novo, o medo da escuridão

O astro rei não consegue brilhar

Ou será que sou eu que não consigo enxergar



Guerras são travadas constantemente

O pesar, o amor, lutam bravamente

Um sorriso conseguiria fazer-lhe amar

Mas não existe o direito de isso desejar



Enquanto a vida segue passando a frente

Existem inúmeras coisas perturbando a mente

O olhar do vampiro sedento por sangue

Um pescoço exposto para ele e sua gangue



O medo de um gesto de carinho

A vergonha de ser seu próprio inimigo

O maior desejo seria estar sozinho?

Ou seria ter alguém comigo?



As eras passam

As feridas ficam

O tempo parou

O momento chorou



Enquanto o sol não ousar brilhar

E as nuvens, as ondas, as cordilheiras continuarem a fechar

Não há estrela que se colocara a brilhar

Enquanto a mente suja ainda reinar

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Um conto de criaturas: Capitulo 3

Um conto de criaturas: Capitulo 3
Capitulo III

Devoção



            Assim que amanheceu se puseram a caminhar novamente pela floresta, rumo a passagem, que se localizava a norte de onde moravam, que era a extremo oeste do continente conhecido. Micklagard começou a falar.

- Se conseguirmos passar, encurtaremos a viagem em uns 10 dias, eu realmente não quero ter que passar por de trás das colinas, mesmo que essa travessia pareça ser mais perigosa, se seguir o que os rumores dizem.

- Isso porque você é muito preguiçoso. – Disse Arturia.

- Você não consegue ficar sem implicar comigo?

- Sua reação é divertida, não posso evitar.

            Ele revirou os olhos e indicou com a mão por onde deveriam continuar andando, uma pequena trilha sinuosa, que continha muitas ervas que eram comercializadas em sua vila e vilas próximas, e onde frequentemente se avistavam comerciantes de localidades próximas de sua casa.

            Prosseguiram caminhando por algum tempo, sem trocar muitas palavras, a não ser para falar coisas sobre Alastorn, de como sabiam que ele não mentiu em nenhum momento sobre suas aventuras, mesmo que este não gostasse de dar detalhes aos jovens sobre isso, sempre falava – Logo vocês verão essas coisas por conta própria, eu sei que anseiam por isso, então não estragarei as surpresas -, e eles sorriam com um olhar contente.

            Após mais um tempo de caminhada Arturia sentiu um arrepio e olhou com uma cara assustada para trás, onde teve mais uma vez a impressão de ver uma sombra passando, então olhou para seu parceiro de viagem, o mesmo estava andando com um ar sóbrio, ou seja, nada havia notado, então ela supôs que fosse somente uma impressão de que algo os estava seguindo, talvez fosse meramente um animal que passou correndo por ali e nada mais do que isso.

            Continuaram andando e começaram a reparar na vegetação do local. Esta a qual, além das ervas que eram comercializadas como especiarias, haviam pequenos arbustos robustos, os quais abrigavam pequenos animais daquela floresta, que se mostravam exuberantes, com belas e pequenas flores verdes, azuis e amarelas, suas cores eram tão diversas que poderiam formar uma imensa paleta de cores por si só. Tais arbustos rodeavam árvores robustas, com troncos largos, que poderiam chegar ao comprimento de 3 homens, e coloração tão brilhante quanto o que rodeavam seus pés, gerando um lindo contraste com o qual poderiam se passar horas admirando tal beleza. Nestas arvores haviam grandes galhos que iam se afinando e suportavam grandes folhas, que quando caiam refletiam a luz do sol devido seus orvalhos que aparentemente nunca secavam.

            Após algum tempo de caminhada avistaram um mercante, o qual conheciam bem, mas que seu nome não se faz relevante para essa história. Tal mercante os avistou com um olhar jocoso, e Arturia sussurrou para Micklagard.

- Não deixe isso te incomodar, é só ignorar.

            Mal terminara de falar, o homem dirigiu a palavra a eles.

- Veja se não é o filho do Mentiroso?

- Não sou filho de um mentiroso, sou filho de Alastorn.

- Ou seja, do Mentiroso. – Disse o homem dando uma leve risada.

- Enquanto você fica falando de um homem pelas costas dele, este homem está cuidando bem de seu filho e de seus amigos. Não ouse a falar mal dele na minha frente. – Retrucou Arturia.

- Se eu disser que ele é um mentiroso, o que você fará, sua pequena?

            Arturia puxou seu arco e uma flecha, e Micklagard colocou a mão no ombro dela e fez sinal de negativo com a cabeça.

            Ela guardou a flecha e postou o arco em suas costas, seguiu andando até próximo do homem e desferiu um poderoso soco que derrubou o homem. Micklagard olhou para aquilo e não sabia o que fazer, enquanto Arturia seguiu andando na direção do caminho, enquanto o homem praguejava contra ela.

            Micklagard se pôs a andar atrás de Arturia que apressava seu passo para se distanciar logo daquele homem. Começaram a reparar nos animais que se apresentavam com olhar curioso para eles. Arturia era especialmente apaixonada pelos animais, e ficava cada vez mais apaixonada por eles. Sua relação com tais criaturas era de estranha e curiosa proximidade, era sempre vista pelos seus amigos na floresta, cuidando e brincando com os bichos que lá viviam.

            Mais alguns dias se passaram, e todos os dias tinham a sensação de que uma sombra os rondava, mas sempre ignoravam, hora ela percebia a sombra, hora ele, nunca os dois, o que os faziam imaginar que estavam vendo coisas, até que Arturia resolveu falar do assunto. Muitos problemas nas histórias seriam evitados se as pessoas simplesmente conversassem sobre as coisas.

- Eu tive uma sensação por umas três ou quatro vezes de estarmos sendo observados, mas não senti nada hostil.

- Também tive essa sensação, não deve ser nada demais, somente um animal curioso.

- Ou pode ser algo perigoso.

- Se fosse teria nos atacado de noite, não acha?

            Ela concordou, meio contrariada, mas prosseguiram o caminho até chegarem na entrada da passagem, um grande pântano, que estava inundado devido a época do ano. Todos os locais para se pisar eram grandes poças de lama escura, que afundava até algo próximo do joelho, mas apesar disso, era um local cheio de vida, desde pequenos animais que ficavam presos nessas possas de agua, até outros maiores que se aproveitavam disso para se alimentar.

            Apesar da escura lama, muitos locais apresentavam uma bela vegetação rasteira, que estava levemente suja, devido a brincadeira de alguns esquilos que vinham da floresta para brincar nas poças de água que haviam ali.

            Quando chegaram bem próximos, Micklagard parou vislumbrando algo ao fundo, e acenou para que Arturia viesse quieta até ele, e apontou para próximo de uma árvore com um tronco retorcido, porem sinuoso, como se fosse moldado por alguém, ou algo. Ali estava bailando e se divertindo uma fada.

Arturia disse baixinho – É uma Anilistirium, como pode ter uma tão perto de casa?

- Você tem um estranho conceito de proximidade. – Disse Micklagard, ainda vislumbrando a fada

            Tal criatura, diziam as lendas, trazia boa sorte para quem a avistasse. Nunca houve relato de alguém que conversou com uma delas, pouco, ou nada se sabia sobre elas, só que algo bom acontecia para quem as avistasse. Um breve trecho do poema das criaturas era usado para falar sobre essas pequenas e belas criaturas e o que sua magia causava



Um vislumbre é o que se necessita

Para uma sorte se abastar sobre ti

Tão belas bailando por todo esse ar

Uma Anilistirium é o melhor que se pode encontrar



Um voo tão suave como a brisa

O necessário para lhe fazer sorrir

Quando o vento soprar e brisa bater

Não tema, pois a maior das sortes, é o que você irá ter

           

Mas nem tiveram muito tempo para contempla-la, foram surpreendidos por um grande rugido, que tal bela e poderosa fada se escondeu assustada.

            O rugido estremeceu o chão ao redor deles, até mesmo as árvores pareceram recuar diante daquele barulho ensurdecedor. Os dois caíram no chão atordoados, e quando pensaram em levantar, foram atingidos por mais um intenso rugido, e decidiram que o melhor que fariam seria se manter ali.

sábado, 20 de janeiro de 2018

De Lindhise para Ela


Quando o tempo não puder mais voltar

E Lindhise com o tempo brigar

Haverá a hora de reencarnar

E então como Ela ressurgirá



Civilizações foram sendo criadas

Outras somente dizimadas

Umas até por acidente

Nossa deusa não está mais contente



Sua aparência sempre se transforma

Mas ela jamais se deforma

A cada ciclo que se cria

Sua beleza nos traz alegria



Nós amantes da terra outra criada

Somos filhos de nossa deusa amada

Cada pedaço de nossa existência

Nos foi dado da mais bela essência



De um acidente sua nova cria surgiu

Enquanto a mais amada se extinguiu

Hoje brandíamos pela nossa senhora

Que esta mais bela do que outrora



Apesar dos pesares somos amados

Estamos sempre sobre seus cuidados

Como uma mãe águia que acaricia seu filhote

Como um rochedo que nos protege forte



As aguas criadas com maior esplendor

Que hoje correm com lindo fervor

As árvores sempre tão lindas

Ela nos deu inúmeras vidas



O verde dos campos está em nossos olhos

Do céu e da terra sentimos seus cheiros

Quando ela vem para nos abraçar

Só podemos agradecer, rir, e de felicidade chorar




Um caminho para vitória


A dança das cobras começou

As águias tentam caça-las

O seu medo novamente despertou

De pegar as cobras e machuca-las



Com a vista turva, nadas vê

Onde esta o campo verde outrora?

Nem mesmo a sua frente os lê

Os livros que lhe trazem a aurora



Um mar não pode invadi-lo

Deixar a ti se afogando

Não há costa para apoia-lo

Aprenda a nadar ou fique se preparando



Se as águias perderem

Cega-lo-ão de todo o bom campo

Se as cobras vencerem

Ão de parar-lhe o absoluto tempo



Escalar pode facilitar sua vista

Mas no que pretende subir?

Na serpente que de ti dista

Ou nas águias que farão o verde novamente surgir?

O duelo de Anjos!!!


Quanto tempo?

O quão longe devo ir?

Quanto ao vento?

O quão posso esperar você vir?



Num jardim com tal bela flor

Outra exala somente horror

No pico nevado da montanha

Algo grunhe em suas entranhas



No campo verde ao horizonte

Nuvens negras o rompe

Um sol que brilha forte

Um anjo lhe deseja a morte



Asas negras como a noite

Voz horrenda como o descampado

Corpo deformado, algo corrompido

Ainda como outrora, esta triste



Em outro ponto um filigranado

De belo sorriso que eu me esbaldo

O anjo negro se sente amado

Mas quem lhe deu tal respaldo



Qual irá vencer?

O brilho irá se apagar?

A noite irá acender?

Como irá acabar?



Deverias ter vergonha de ti

Criatura que não ousas sorrir

Arranha a alma do puro

Apanha, arrasta-a ao escuro



Deixe-a brilhar, abaixe o muro

Se atenha em seu murmuro

Não ofusque tais belas asas

Entregue-se em suas graças


Tempos Amigos


Quando o tempo nasce

Traz de volta a face

Esta em que outrora me deitei

Esta que agora me acalmarei



Esta não é somente uma

Existem várias, olhe alguma

O peso de vê-la chorar

Não deve impedir de continuar



Aqueles que estão filigranando

Dias sozinhos estão acabando

Olhe firme para eles

Não tire você deles



O caminho pode ser difícil

A vida não vai ser fácil

Porque escolhes viver sozinho

Se pode estar dentro do ninho



As portas estão abertas

Basta cruzar suas metas

Não as tranque pelo lado de fora

Pois isto o fará ir embora



Existe um carinho por alguém

Esse o qual não compreende bem

Não se importe com o medo

Abrace-o enquanto é cedo



 O que acredita que machuca agora

Não viva no que aconteceu outrora

Você deve estar com seus amigos

De segunda aos domingos