sábado, 20 de janeiro de 2018

O duelo de Anjos!!!


Quanto tempo?

O quão longe devo ir?

Quanto ao vento?

O quão posso esperar você vir?



Num jardim com tal bela flor

Outra exala somente horror

No pico nevado da montanha

Algo grunhe em suas entranhas



No campo verde ao horizonte

Nuvens negras o rompe

Um sol que brilha forte

Um anjo lhe deseja a morte



Asas negras como a noite

Voz horrenda como o descampado

Corpo deformado, algo corrompido

Ainda como outrora, esta triste



Em outro ponto um filigranado

De belo sorriso que eu me esbaldo

O anjo negro se sente amado

Mas quem lhe deu tal respaldo



Qual irá vencer?

O brilho irá se apagar?

A noite irá acender?

Como irá acabar?



Deverias ter vergonha de ti

Criatura que não ousas sorrir

Arranha a alma do puro

Apanha, arrasta-a ao escuro



Deixe-a brilhar, abaixe o muro

Se atenha em seu murmuro

Não ofusque tais belas asas

Entregue-se em suas graças


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