Quanto tempo?
O quão longe devo ir?
Quanto ao vento?
O quão posso esperar você
vir?
Num jardim com tal bela flor
Outra exala somente horror
No pico nevado da montanha
Algo grunhe em suas entranhas
No campo verde ao horizonte
Nuvens negras o rompe
Um sol que brilha forte
Um anjo lhe deseja a morte
Asas negras como a noite
Voz horrenda como o
descampado
Corpo deformado, algo
corrompido
Ainda como outrora, esta
triste
Em outro ponto um filigranado
De belo sorriso que eu me
esbaldo
O anjo negro se sente amado
Mas quem lhe deu tal respaldo
Qual irá vencer?
O brilho irá se apagar?
A noite irá acender?
Como irá acabar?
Deverias ter vergonha de ti
Criatura que não ousas sorrir
Arranha a alma do puro
Apanha, arrasta-a ao escuro
Deixe-a brilhar, abaixe o
muro
Se atenha em seu murmuro
Não ofusque tais belas asas
Entregue-se em suas graças
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