A mente do fraco
Quando o tempo começa a correr
Criaturas da noite hão de se mover
Quando o tempo começa a passar
A mente há de se mudar
Onde outrora vivia uma escuridão
Pode hoje viver uma eterna gratidão
Enquanto o mal prevalece na memoria
Cada dia pode se fazer uma nova história
Serpentes envolvem o pescoço do fraco
Apertam transformando o vidro em caco
Sufocado perante a tamanha emoção
Como pode tomar alguma decisão
Se antes havia temor por temor
Agora há esperança em seu tremor
Pode o tempo passar e o mundo girar
Mas o medo continuará a não passar
O que o fraco pode fazer perante a vida
Se não mantê-la triste e sofrida
Não há nada que tornara o fraco forte
Nem mesmo tamanha sua sorte
Onde uma vez uma águia pousou
E o vento por ali uivou
Guardadas em cápsulas pesadas
Esse herói teme brandir suas espadas
Uma onda de gratidão se em poderá de dor
Sofrimento se converte em alegria mas há temor
Uma falha não acostumada a acertar
Por onde poderá nosso herói caminhar
Um gole seco em sua garganta desce
Seus olhos fecham e o mundo escurece
Por onde poderás outra vez pisar
Sem das flores as pétalas arrancar
Um coração podre filigranado
Que corrompe e humilha seu belo gramado
A palavra de ordem eh sofrer
Mas o bem deseja escolher
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